Olho para trás e vejo
movida pelo desejo
uma criança com convicção.
Acreditava em si mesmo
e seguia o seu anseio
de quebrar uma maldição.
Todos os seus antepassados
foram marcados pelo fracasso,
comodismo e conformação,
mas ele era determinado
e mesmo jovem, já havia alcançado
sucesso e ostentação.
Toda vizinhança o notava,
toda família admirava
aos olhos de todos, uma conquista impossível.
Batia no peito com orgulho
“sozinho alcancei isso tudo
e em pouco tempo serei invencível!”
Aquele olhar de missão cumprida
que fascinava qualquer um que via
ao trancar da porta se transformava.
O brilho do sorriso tornava-se lágrima,
toda soberba sobre o ombro pesava
e toda fortaleza desmoronava.
Um vazio o contagiava,
a tal confusão o atormentava
“Tenho tudo o que um jovem quer!
Já alcancei respeito, sucesso e riqueza...
sou essencial, ninguém me despreza!
Nada me falta, o que mais posso ter?”
Depois de muito subir,
o sucesso não conseguia suprir
e decidiu então descer.
Abraçou o trabalho, abriu mão da riqueza,
deixou para trás cargo e título de nobreza,
perdeu direito de ordenar e pôs-se a obedecer.
No início nada de retorno e tudo era muito difícil.
Estar no topo sempre foi um vício,
mas com o tempo entendeu:
Ele sempre esteve por baixo
e tudo o que achou conquistar, foi-lhe dado
por Alguém que nunca o esqueceu.
Essa criança era eu,
mas o velho Paulo morreu...
já não quero status e nem riqueza!
Tenho a paz de Deus na minha vida
e aos pés Dele sigo em constante subida...
Hoje sou completo, com certeza!

Nenhum comentário:
Postar um comentário