segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Longe de tudo

Estar longe leva-me para mais perto de mim, onde posso refletir...

Quantos dias desperdicei buscando amores platônicos em versos não harmônicos?
Por quantas vezes pensei que minhas rotas ideais poderiam ser sonhos reais?
Por quantas vezes achei que a minha verdade traduzia a realidade?
Por quantas chances passei desapercebido enquanto cego farejava o libido?
Como pude trocar mil qualidades por uns segundos de falsa liberdade?
Como perdi meu pouco tempo em atitudes loucas que só deveriam existir em pensamento?
Como pude pensar que esquinas incertas deveriam ser as minhas metas
Quando mergulhei nesse mar negro? Tudo acontece tão rápido que nem percebo?
Quando enterrei meus talentos para focar em momentos?
Quando comecei a apostar o que tinha de valor, vendo tudo desmoronar sem temor?
Onde posso encontrar cada grão que deixei o vento levar?
Onde posso esconder o que de mais precioso posso ter?
Onde irei estar se um dia me encontrar?

Por que... Por que não me questionei diante dos muros que levantei? Muros que me impediam de seguir para os alvos que escolhi... muros que me impediam de ver toda sorte que poderia ter...

O tempo passou... tudo mudou... a trilha se apagou...
Para onde ir? Que caminho seguir? O tempo há de decidir...
Espero o ensino? Sigo sem destino, inconsequente como um menino?
Só sei que está tudo acabado... tudo foi tempo desperdiçado... gastei uma vida parado...


... É aqui, longe de tudo, que percebo que tudo não valeu de nada... É aqui, longe de tudo que percebo que nada é tudo que tenho.