quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
A fortaleza
Hoje, após fechar meus olhos e viajar em pensamento, deparei-me com uma fortaleza com muros robustos, um fosso negro ao redor, imensas trancas em todas as imponentes portas de madeira de lei e janelas bem altas. A imagem da fortaleza evidenciava o fato de que fora construída para que ninguém nela entrasse, pois ela guarda um tesouro de valor inestimável.
Contam nas cercanias que muitos já tentaram invadi-la. Pode-se ver nos muros marcas de ganchos e nos portões marcas de espadas e aríetes. Para os que não atentam, a fortaleza parece intocável e inatingível, mas os que param e atentam ao admirá-la podem ver marcas profundas que enfraquecem sua estrutura.
Pode-se ver restos mortais daqueles que tentaram derrubar seus portões ou escalar seus muros, lembranças perpétuas deixadas como aviso pelo guardião do tesouro. Até hoje ninguém conseguiu ver a sua face sem ser fulminado, mas sua fama torna-se notável a todos que aproximam-se.
Há boatos de que alguns conseguiram adentrar a fortaleza enquanto o sentinela dormia, mas o tesouro está muito além do entendimento da plebe e todos que o encontravam não sabiam como usá-lo e saiam de mãos vazias. O tesouro não serve como adorno e não dá poderes mágicos a quem o possui, mas quando bem manuseado pode trazer a felicidade sem tamanho.
Sou um cavaleiro de alma pura e quero o tesouro para mim. Vou cuidar dele e protege-lo com toda força da minha alma. Hei de habitar na fortaleza, mas não irei usar de força ou vandalismo... espero pacientemente o dia que serei convidado pelo sentinela a entrar. Caso contrário, estarei aqui fora, esperando uma chance, assistindo a todos que vem e vão...
Não quero invadir-te, fortaleza, pois só serei digno de habitar-te perpetuamente e disfrutarei do teu coração, o tesouro mais raro, se a tua razão, o guardião fiel, convidar-me para repousar em tua vida.
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