Mais uma vez reviro as caixas empoeiradas no porão da minha alma, meu hobby, até que me deparo com um velho baú grande e pesado, com uma fechadura muito robusta. Tentei de todas as maneiras possíveis abri-lo, mas nada adiantava, cada vez mais sendo consumido pela curiosidade, pois nem eu mesmo sabia da existência do artefato.
Cansado de tentar abri-lo, decidi ao menos tentar ver o que tinha em seu interior pelo receptáculo de chaves da fechadura e com muita dificuldade, pois estava muito cheio e escuro, pude ver duas palavras: OPORTUNIDADES PERDIDAS
Fiquei momentaneamente estático refletindo sobre como podemos desperdiçar tantas delas.
Percebo que uma das grandes fraquezas iminentes do homem, a qual o induz a dar as costas às novidades, é o medo do desconhecido, uma verdadeira tropofobia. Falta-nos ousadia e disposição para sairmos desta maldita inércia, deste magnetismo que nos atrai ao comodismo, pois para que consigamos alcançar novidades, muitas das vezes teremos de abrir mão do que temos e lançar mão da sorte, afinal, não se pode receber algo tendo as mãos ocupadas.
Grandes oportunidades batem as nossas portas a todo tempo, mas o medo de trocar o “certo” pelo duvidoso alicerça-nos na antiga imagem da balança que tende sempre para o que podemos ver, tocar, medir e assim rejeitamos a chance de mudar para melhor.
A vida é um jogo no qual precisamos apostar para termos a chance de vencer. Do contrário, teremos uma porção sem qualquer garantia, pois nem tudo na vida é imperecível! Podemos terminar com NADA!
E mais uma vez , do porão da minha alma, retiro relíquias valiosas. Aquele baú faz pensar que devemos ser ligeiros ao optar pelo “novo” algumas vezes, pois se o baú das oportunidades fecha-se, é provável que não consigamos abri-lo novamente para resgatarmos o que se foi, restando-nos apenas as conseqüências dessa fobia iracional de mudanças.
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