
Depois de uma grande tempestade,
só me lembro de estar em meu veleiro, à vontade,
acordo engasgado, olhos ardendo e na boca, gosto de sal.
Vejo um pequeno crustáceo curioso
procurando algo interessante ou precioso
na minha carcaça, para ele tão anormal.
Olho ao redor e me vejo só.
Nessa imensidão de vida, me sinto pó.
Sou um náufrago perdido na ilha da minha vida deserta.
Tinha uma vida pomposa e farta
e hoje convivo com quase nada.
Tenho minha roupa, água, areia e a mente aberta.
Aqui tão longe estou a pensar
em tudo que deixei lá
e de poucas coisas sinto falta.
Há algumas coisas sem as quais não sei viver
e por elas mantenho a calma, vou me conter
e achar um modo de navegar de volta.
Sob chuva ou sol estou a projetar
e falta pouco para terminar
pois tú, meu refúgio, é minha inspiração.
Ao pensar em nosso momento mágico,
criei forças para navegar, não estou estático.
Por tempos estive caído, mas ergueste-me do chão.
Enfim consegui completar
encontrei o que estava a faltar.
Nada luxuoso e sei que pode não resistir.
Com as minhas mãos construí uma jangada
com alguns troncos e cordas de embarcações naufragadas.
Essa é minha chance de sair daqui.
Meu desejo de te rever
mostrou que forte posso ser
e quero voltar antes que me esqueça.
Deixa-me, maré, me afastar!
Não me obrigue ao isolamento retornar!
O momento mágico pode fugir de sua cabeça!
Continuo me perguntando o que se passa.
Onde está a raiz do mal que me ameaça?
O medo que contagia o meu mundo?
Pois sempre que avisto meu porto seguro, uma saída,
uma chance de mudar a minha vida,
há uma ressaca no mar do meu sonho
que me apavora com um futuro tristonho
Nem contigo e nem sozinho na ilha... no mar, no fundo!
só me lembro de estar em meu veleiro, à vontade,
acordo engasgado, olhos ardendo e na boca, gosto de sal.
Vejo um pequeno crustáceo curioso
procurando algo interessante ou precioso
na minha carcaça, para ele tão anormal.
Olho ao redor e me vejo só.
Nessa imensidão de vida, me sinto pó.
Sou um náufrago perdido na ilha da minha vida deserta.
Tinha uma vida pomposa e farta
e hoje convivo com quase nada.
Tenho minha roupa, água, areia e a mente aberta.
Aqui tão longe estou a pensar
em tudo que deixei lá
e de poucas coisas sinto falta.
Há algumas coisas sem as quais não sei viver
e por elas mantenho a calma, vou me conter
e achar um modo de navegar de volta.
Sob chuva ou sol estou a projetar
e falta pouco para terminar
pois tú, meu refúgio, é minha inspiração.
Ao pensar em nosso momento mágico,
criei forças para navegar, não estou estático.
Por tempos estive caído, mas ergueste-me do chão.
Enfim consegui completar
encontrei o que estava a faltar.
Nada luxuoso e sei que pode não resistir.
Com as minhas mãos construí uma jangada
com alguns troncos e cordas de embarcações naufragadas.
Essa é minha chance de sair daqui.
Meu desejo de te rever
mostrou que forte posso ser
e quero voltar antes que me esqueça.
Deixa-me, maré, me afastar!
Não me obrigue ao isolamento retornar!
O momento mágico pode fugir de sua cabeça!
Continuo me perguntando o que se passa.
Onde está a raiz do mal que me ameaça?
O medo que contagia o meu mundo?
Pois sempre que avisto meu porto seguro, uma saída,
uma chance de mudar a minha vida,
há uma ressaca no mar do meu sonho
que me apavora com um futuro tristonho
Nem contigo e nem sozinho na ilha... no mar, no fundo!
Um comentário:
show de boola, vou passar por aqui mais vezees ! gostei mesmoo ;DD'
abraçãao.
Jony.
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