Tenho sentido-me muito estranho... meu passado tem esmurrado a minha porta com tanta insistência que estou abrindo-lhe uma brecha para que tente fazer -se tão marcante quanto em seu "passado-presente" futuramente.
O mundo, que estava estagnado há tanto tempo, fugiu da inércia e agora gira na velocidade da luz. Não sinto os dias passando... nem as noites suprem meu descanso. Tudo o que me levava ao abismo me arrasta para além das nuvens e as colunas que outrora me sustentavam desmoronaram, tomando de mim a estabilidade, como uma onda forte que traga areias e conchas que ao mar pertenciam.
Já entendi que a vida está tentando me mostrar o quanto sou insignificante diante da majestade do universo. Preciso fugir daqui, fugir de tudo, fugir de mim! Preciso me ausentar desse lugar chamado “minha vida”, olhar de fora, analisar e descobrir o que me falta para ser feliz... ou ao menos ter paz.
Paulo Lucena >> 10/02/10
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