sábado, 24 de abril de 2010

Suficiente

Por que tudo tem que ser o contrário do que devia?
Adaptamos nossas vidas e nunca é o suficiente...
Se é pouco, aumentamos... daí torna-se demais...

Quando tudo toma um rumo desgovernado, em ritmo acelerado, descontrole desenfreado, pensamento atordoado e o coração dilacerado é hora de repensar e projetar um futuro melhor que o passado.

Mude o que for necessário, afinal, a coisa mais importante da sua vida é você mesmo.... sem você ela não existiria! As pessoas que dizem te amar, dependem da tua existência para justificar esse amor e as que te odeiam, dependem da tua existência para que esse ódio faça sentido.

Todos somos peças indispensáveis de um grande e complexo jogo, onde deve-se conservar a própria integridade antes de partir para o ataque. Somos interdependentes e sem você, para muitos, o jogo acaba!

Devemos viver sem medo de viver e sem medo de dar a vida por uma causa na qual acreditamos... sem medo de tomar atitudes e sem medo de “deixar rolar”... sem medo de escolher e sem medo de aceitar palpites... sem medo de parar e sem medo de fechar os olhos e seguir... sem medo de fechar-se para o mundo e sem medo de olhar ao redor... sem medo de ser e sem medo de inexistir... sem medo de ser visado e sem medo de ser invisível... sem medo de criar coragem e sem medo de ter medo... sem medo de continuar no caminho, mas principalmente, sem medo de traçar novas rotas! Tudo depende do momento oportuno!

Destino é simplesmente o nome dado ao conjunto de escolhas que você faz ao longo da vida. Consciência é simplesmente um conflito entre o “ você decidido ” e o “ você inseguro “. Limite é simplesmente você se impedindo de continuar por medo de não conseguir e por covardia, que te impede de tentar.

Se encontra-se perdido, pegue seu mapa e trace uma nova rota de modo que não passe por nenhum ponto da trilha antiga. Comece do zero!

Um dia, numa dessas viagens, numa dessas trilhas, devido a uma dessas escolhas, encontrará o lugar onde você será o suficiente!

ponta-cabeça

Tenho sentido-me muito estranho... meu passado tem esmurrado a minha porta com tanta insistência que estou abrindo-lhe uma brecha para que tente fazer -se tão marcante quanto em seu "passado-presente" futuramente.
O mundo, que estava estagnado há tanto tempo, fugiu da inércia e agora gira na velocidade da luz. Não sinto os dias passando... nem as noites suprem meu descanso. Tudo o que me levava ao abismo me arrasta para além das nuvens e as colunas que outrora me sustentavam desmoronaram, tomando de mim a estabilidade, como uma onda forte que traga areias e conchas que ao mar pertenciam.
Já entendi que a vida está tentando me mostrar o quanto sou insignificante diante da majestade do universo. Preciso fugir daqui, fugir de tudo, fugir de mim! Preciso me ausentar desse lugar chamado “minha vida”, olhar de fora, analisar e descobrir o que me falta para ser feliz... ou ao menos ter paz.
Paulo Lucena >> 10/02/10

Reação

rCada dia agradeço a Deus pelos conflitos que encontro pelo caminho, pois há alguns anos eu não tinha nem conflitos para enfrentar... minha vida era vazia e sem forma!
Hoje tenho tantas metas, tantos sonhos, tantas vitórias a testemunhar, tantas derrotas para relembrar, tantas experiências para basear-me ao aconselhar, poucas pessoas de imensa significância na minha vida que aparecem raramente(mas trazem cor ao meu dia), tantas pessoas que se levantam contra mim e me dão o prazer de vê-las com suas espadas quebradas ao tentar me atingir...
É impressionante o poder das palavras, pois cada pessoa que lê o que aqui escrevi sabe exatamente onde se encaixar... mas independente de qualquer posicionamento, agradeço a todos, pois os que estão acima de mim, dão as mãos e erguem-me, outros caminham comigo lado a lado(cresceremos juntos) e geralmente os que tentam derrubar-me caem e suas cabeças me servem de degraus... cada um que cruza teu caminho, seja com boas ou más intenções pode te fazer crescer ou decair, só depende da tua reação!
Paulo Lucena >> 24/11/09

Inseguro

Eis-me aqui outra vez
Traduzindo sentimentos em palavras, escoando o que me transborda do oculto
O que me sufoca
Tentando aliviar o que ameaça romper o que separa minha verdadeira imagem das pessoas

O peso em meus ombros a aumentar...pressionar
Transtornar meu pensar
Deixando-me quase sem ar
Aflorando toda fraqueza que há em mim
Antecipando o fim
Da sombra que encobre tudo que escondo dentro de mim

Um dia haverei de revelar
Que em meu interior, força não há
Meu ponto fraco irá surgir.
E verás que ao contrário da firmeza que aparento,
Sou um mero menino ao relento
Com medo até das gotas de orvalho que caem sobre mim

>>>Paulo Lucena – 05/01/10 – 22:21